A Booking.com elevou a comissão do programa Preferencial (Preferred Partner) para 18% no Brasil, a partir de 1º de julho de 2026 — contra os 15% da taxa padrão, que não subia há cerca de 12 anos. O aumento pesa mais nos operadores pequenos e muito dependentes da plataforma, e já virou caso no CADE. Mas o que você controla não é o percentual da OTA: é o quanto da sua demanda depende dela. A defesa durável é fechar mais reserva direta e ser dono da relação com o hóspede.
O que exatamente mudou
Por cerca de 12 anos, a comissão padrão da Booking.com no Brasil ficou em 15%. O que mudou em 2026 foi a taxa do programa Preferencial — o Preferred Partner, que dá mais visibilidade nos resultados de busca em troca de uma comissão maior. Essa taxa passou a 18% a partir de 1º de julho de 2026.
A comunicação chegou aos parceiros no fim de maio, pelo Partner Hub, com menos de 60 dias de antecedência e sem negociação prévia. A Booking justificou o reajuste como um alinhamento das operações locais a práticas já adotadas em outros mercados. Você encontra o detalhamento na cobertura do Panrotas sobre a nova comissão de 18%.
Um ponto importante para não gerar pânico: a comissão base de 15% não mudou. Se você não está no Preferencial, a sua taxa segue a mesma. O reajuste incide sobre quem participa do programa para ganhar posição — e é justamente aí que mora a armadilha, porque num algoritmo de busca cada vez mais competitivo, ficar de fora custa reservas.
Quem sente mais o aperto
O impacto não é igual para todo mundo. Ele recai sobretudo nas operações menores e muito dependentes da plataforma — as que concentram 80% a 100% da demanda na Booking. Para esse perfil, três pontos percentuais a mais não são um detalhe: saem direto da margem, todo mês.
A conta é simples de fazer para a sua realidade. Para cada R$10 mil de receita mensal vinda da Booking, três pontos a mais representam R$300 por mês — R$3.600 por ano que deixam de ficar com você. Numa operação que fatura R$50 mil/mês pela plataforma, são R$1.500/mês, R$18 mil/ano. Não é o fim do negócio, mas é margem que some sem contrapartida real.
O risco real não são os três pontos. É a dependência: concentrar sua demanda num canal que reajusta o preço quando quer, sem negociação. Hoje foram 3 pontos no Preferencial. A lição é estrutural — e vale para qualquer OTA.
A reação do setor: o caso no CADE
O reajuste não passou em silêncio. Em junho de 2026, seis entidades da hotelaria brasileira entraram com representação no CADE contra a Booking.com, pedindo a abertura de investigação e uma medida preventiva para suspender a comissão de 18% até o caso ser analisado. O argumento central é o aumento unilateral, com prazo curto e sem espaço para negociação. A Revista Hotéis detalhou a ação no CADE, e o blog da Simpleshotel resumiu o efeito prático para a hotelaria.
Seja qual for o desfecho, a mensagem para o operador é a mesma: depender de um único canal é um risco de negócio, não só uma linha de custo.
O que você controla: reduzir a dependência
Ninguém está sugerindo abandonar a Booking — ela traz demanda real, e faz sentido continuar nela. O ponto é equilibrar a origem das suas reservas. Cada reserva que você fecha direto é uma reserva que não paga comissão de OTA nenhuma. E o momento de construir esse canal direto é antes de precisar dele.
Três alavancas fazem a maior diferença:
- Reserva direta pelo WhatsApp. No Brasil, o WhatsApp costuma ser o canal preferido pela ampla maioria dos hóspedes. Um atendimento que responde na hora e fecha a reserva ali mesmo transforma conversa em receita direta.
- Um caminho de reserva próprio. Um link de reserva com a sua marca e um portal do hóspede tiram o hóspede da vitrine da OTA e colocam na sua.
- Ser dono da relação e do dado do hóspede. Quem hospedou com você uma vez deveria voltar por você — não redescobrir seu imóvel pagando comissão de novo.
Como o InnSync ajuda a mudar essa conta
O InnSync não substitui a Booking. Ele reduz o quanto você depende dela — automatizando o canal onde a reserva direta realmente acontece.
A Carmen, a IA do InnSync, responde os hóspedes no Airbnb, na Booking e no WhatsApp com dados ao vivo do seu PMS, e vai além de responder: ela consulta preço e disponibilidade e fecha a reserva direto no WhatsApp, 24/7. Tudo cai num inbox unificado, então você não perde mensagem espalhada entre extranet, e-mail e celular. E o portal do hóspede com a sua marca dá ao hóspede um caminho para voltar sem passar pela OTA.
O resultado não é largar a Booking. É deixar de depender só dela — para que o próximo reajuste de comissão pese menos na sua operação.
Quer ver como funciona na pratica?
Converse com nossa equipe pelo WhatsApp e agende uma demonstracao.
Falar no WhatsAppPor onde começar
- Meça sua dependência. Quanto do seu faturamento vem da Booking hoje? Esse número é o tamanho do seu risco.
- Ative o WhatsApp como canal de fechamento. É onde a reserva direta acontece no Brasil. Veja como a IA do InnSync responde e fecha reservas.
- Dê um caminho de reserva direta. Link próprio e portal do hóspede com a sua marca, fora da vitrine da OTA.
- Traga o hóspede de volta por você. Pós-estadia bem feito e rebooking direto valem mais que qualquer anúncio.
Leia também: Como a IA fecha reservas sozinha pelo WhatsApp e Quanto custa NÃO automatizar a gestão de hóspedes.



